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Drogas

Deputados assassinos

Waldir Santos *

 

Não, não estou falando dos corruptos que desviam o dinheiro dos remédios, da assistência médica à primeira infância e das estruturas do Estado que deveriam nos garantir segurança e outros serviços públicos, e que matam milhares por mês. Falar deles já parece ser inútil. O povo brasileiro acha mais cômodo continuar votando nas mesmas posturas. Estou falando dos deputados que, contrariando a vontade de mais de 87,12 % dos brasileiros, deram um significativo passo em 2006 pela legalização da maconha, aprovando a lei 11.343. Esse percentual, referente aos brasileiros que são contra a legalização (no Nordeste é de 93%) é de dezembro de 2010, e era maior quando da aprovação da lei. Hoje, evidentemente é menor, já que pessoas como Gabeira somem dos meios de comunicação depois que passam a declarar que são contra a legalização, e surge o surpreendente FHC, carente de mídia, que passa a dominar a cena.

 

Como profissional do Direito sei que os deputados não podem ser criticados por seus votos e opiniões. Mas estou criticando a sua ignorância. O debate em relação às drogas se baseia em nove mentiras, as quais tenho abordado em palestras com estudantes do ensino médio, nas quais  resulta a redução a quase zero do percentual de pessoas favoráveis à legalização. Fico feliz em imaginar que aí também vão alguns que desistem de experimentar, ou, ainda não viciados, de continuar usando drogas. O debate na imprensa se centra em uma dúvida tola e de discussão desnecessária: é óbvio que se trata de um problema de saúde, a própria lei já diz isso, mas agora é preciso mudar de assunto. Isso já está superado. As mortes não estão vindo da doença das drogas. Elas vêm da violência, mas não da ação violenta do Estado, como muitos induzem o povo a pensar. Então o assunto também, e principalmente, é uma questão de segurança. Estamos perdendo a guerra contra a corrupção, a pedofilia e o estupro, mas ninguém propõe a rendição. Por que em relação às drogas os debatedores propõem a desistência? Quantas vidas a mais isso custará, com a ampliação do consumo? E será que a previdência social vai suportar os custos dos milhões de zumbis que a legalização poderia criar?

 

Os deputados, despenalizando o uso, se livraram do incômodo pedido de seus cabos eleitorais, pra que ajudassem aquele usuário a sair da cadeia. Os legisladores não perceberam que agora o usuário não sai mais da cadeia. Virou traficante. Seja porque o mercado de fato se ampliou, seja porque houve a permissão, mas não se criou o bolsa-maconha, seja porque o policial ou o juiz força a barra, seja porque quem conhece o meio sabe que todo usuário, ao menos uma vez na vida, traficou. Sim, eu sei, é feia a palavra, inadequada para o filho trabalhador e estudante de muita gente, mas o artigo 33 diz que entregar a consumo, e até mesmo apenas oferecer drogas, inclusive gratuitamente, é sujeito a 15 anos de reclusão e multa. Qual usuário nunca fez isso? Traficante não é somente o profissional do comércio de drogas, aquela figura situada no topo da lista de odiados pela sociedade, o criminoso causador de todos os males. Isso não é uma opinião. Quem diz é a lei.

 

A mídia é pródiga em propagar o glamour das drogas, mostrando o estilo de vida apenas dos artistas drogados que venceram. E é conivente com as envergonhadas famílias na ocultação das causas das mortes e dos internamentos, apesar de expor com prazer coisas muito mais íntimas. Os que falecem em função das drogas e cujo talento sequer chega a se tornar conhecido, e os que morrem na periferia, esses não existem. Os que furtam fios de semáforo para sustentar o vício são retratados como vândalos, e não como drogados desesperados. Os que matam sob o efeito de drogas são retratados como ciumentos e possessivos. A imprensa superprotege as drogas.

 

Na minha infância contávamos nos dedos os maconheiros da cidade, que eram mal vistos. Hoje são apoiados e compreendidos, até que vendam os utensílios da casa e em seguida morram. Nesta semana dois jovens foram assassinados a tiros na minha outrora pacata São Filipe. E agora, durante a produção deste texto, mais um se foi, também na bala. Culpa do tráfico? E de quem é a culpa do tráfico, senão de quem estimula o consumo?

 

Todos se assustam, todos se incomodam, todos se aterrorizam, mas sabem a origem de tudo: a tolerância e o apoio velado que a maioria dedica aos seus parentes que usam drogas. Os internos dos centros de recuperação de crack dizem que começaram pela maconha. Os defensores da legalização da maconha ficam nervosos quando dizemos isso. Os deputados pensaram que estavam fazendo o bem ao acabarem com a prisão pra usuário, mas agora descobriram que são os responsáveis pelas mortes de milhares de jovens e, pior que isso, de velhinhas e trabalhadores vítimas de assaltos. Em Salvador morrem dezenas por final de semana, e o número é sempre maior que em São Paulo, Rio de Janeiro e nos países em guerra. Ou essa juventude da internet age com responsabilidade e seriedade, ou a gente vai continuar lamentando mortes, cientes de que um dia isso pode chegar em casa.

 

A irresponsabilidade dos deputados se converteu em verdadeiro genocídio. Para quem acha a expressão ofensiva, coloque-se no lugar das famílias mutiladas. No seminário jurídico Grandes Questões, ocorrido em Porto Seguro em 2006, logo após a edição da lei 11.343, quando os penalistas comemoravam a novidade, eu alertei: as drogas vão tomar conta desse País. Daí em diante vimos aumentar assustadoramente o número de prisões por tráfico, sem que a quantidade de droga apreendida aumentasse na mesma proporção. E as autoridades dizem, nos jornais, não entender esse fenômeno.

 

Eu explico: a lei benevolente transformou os usuários em traficantes, e os está transformando em cadáveres.

***

O álcool emburrece

A maioria dos jovens, meninos, e, cada vez mais, as meninas, ficam bêbados em quase todas as festas de finais de semana. E a chance de colocarem suas vidas em risco, nestas ocasiões, é enorme. Pessoas extremamente inteligentes, antes da festa, podem, após alguns copos, tornarem-se completos idiotas e fazerem as maiores barbaridades.

O consumo de álcool entre os adolescentes tem crescido assustadoramente e começa cada vez mais cedo. Atualmente, no Brasil, aos redor dos 12 anos.

Diversas pesquisas sobre o assunto, das melhores universidades americanas e brasileiras, revelam que o álcool pode causar danos ao hipocampo e que o completo desenvolvimento do cérebro e, mais especificamente, do lóbulo frontal só ocorre ao final da adolescência (que pode ser até os 24 anos), e concluíram que os danos causados às células neuronais que estão sendo mortas ou lesadas a cada bebedeira vão trazer consequências graves no futuro.

Sim, o álcool pode lesar o cérebro.

Segundo as pesquisas da Universidade da Califórnia, adolescentes que haviam se embebedado pelo menos cem vezes (contando os finais de semana de festas, vemos que isso não é difícil de acontecer), dos 14 aos 16 anos, apresentaram pior desempenho em testes de memória e, ainda, um hipocampo menor do que os que não bebiam.

Isto quer dizer que o álcool pode, também, diminuir o tamanho do cérebro.

Três milhões de adolescentes contraem doenças sexualmente transmissíveis a cada ano no mundo. Nos EUA, duas pessoas jovens contraem aids a cada hora. Aqui, os consultórios ficam repletos de meninas violentadas ou arrependidas de terem praticado sexo com estranhos, ou no mínimo, infectadas com o vírus HPV ou várias DSTs, após algumas festas, como no Carnaval, ou no Planeta Atlântida. E por quê? Corpo de bêbado não tem dono…

Outra alarmante conclusão dos últimos estudos sobre o assunto também revelou que quase a metade dos adultos que começaram a beber antes dos 14 anos torna-se alcoolista. Entre os que iniciaram beber depois dos 21 anos, o percentual de dependência cai para apenas 9%. A formação completa do cérebro só acontece ao redor dos 21 anos.

Podemos pensar, então, que quem toma porres com menos de 21 anos estará lesando um cérebro em desenvolvimento, e, portanto, tenderá a ter um cérebro subdesenvolvido quando adulto.

Além disso, o álcool é a porta de entrada para as outras drogas: maconha, ecstasy, cocaína e o famoso crack. É fácil, estando alcoolizado, ser convencido por um pseudoamigo a experimentar qualquer uma destas drogas. Aí, é lesão cerebral na certa.

Algumas doenças mentais, como o transtorno bipolar, por exemplo, quando existe um histórico familiar e uma predisposição genética, podem vir a desenvolver-se com o abuso do álcool e das drogas.

Fico impressionada quando vejo alguns meninos e meninas completamente alcoolizados, voltando para casa de manhã, quando eu estou acordando. Onde estão os pais para ver isso? Ou será que, pior ainda, veem e acham que não há nenhum problema nisso? Ou será que têm receio de dizer alguns “nãos”?

Os pais têm o dever e o direito de impedir que seus filhos comecem a beber muito cedo e demais. Os jovens precisam, principalmente, de limites e orientação. Dar limite é cuidar. Dar limite é dar amor.

Proíba seu filho de beber antes da idade certa. Não ofereça bebida alcoólica para seu filho, não beba com ele, não patrocine as festas de aquecimento, nem nenhuma festa jovem regada a álcool em sua casa se seu filho ou filha é menor de 18 anos, ou você poderá ser um pai ou mãe filicida.

Ajude seu filho ou filha a ter coragem de chegar em uma festa e recusar a bebida e enfrentar a pressão. Ensine a ele ou a ela que isso não será “pagar um mico”, mas um ato de muita bravura e personalidade. Menino macho mesmo pode ser aquele que tem coragem de não beber com a turma. Menina de cara limpa é mais valorizada do que cheirando a vômito.

Temos que impedir que essa geração de jovens maravilhosos, inteligentes, se torne uma geração de adultos dependentes, sequelados, desmemoriados, lesionados ou drogados pelo álcool.

O futuro do mundo e das próximas gerações depende deles.

 

Autora: Carla Rojas Braga- Psicóloga e psicoterapeuta
Fonte: zerohora.com

 

 

Maconha, nazismo & liberdade de expressão

Édison Freitas de Siqueira

Consultor Jurídico da Frente Parlamentar Mista dos Direitos dos Contribuintes
efs_artigos@edisonsiqueira.com.br

 

Em que pese estarmos em pleno regime democrático, não é de hoje que os políticos e Poder Judiciário brasileiro ainda demonstram imaturidade quando precisam – na prática – conceituar e diferenciar   “Democracia”, “Conduta Criminosa” e “Liberdade de Expressão”.
A dificuldade decorre porque do fato de nossas instituições serem muito jovens e revelarem a falta de pilares históricos personalíssimos, sem os quais, até mesmo as nações levam séculos para adequadamente reconhecer valores éticos, morais e filosóficos, embora estes  há muito já tenham sido descobertos pelo resto da civilização. O Brasil é muito jovem. Por esta razão nossos políticos, nossos Poderes Judiciário e Legislativo ainda se comportam como adolescentes. Tudo querem contestar, sem absoluta consistência de fundamento histórico, ético e moral. Tanto assim, que suas causas – de regra – não resistem ao menor exame de existência de contradições de fundamentos.
As liberdades públicas não são incondicionais, por isso devem ser exercidas de maneira harmônica, e, no caso do Brasil, observados os limites definidos na própria Constituição Federal (CF, artigo 5º, § 2º, primeira parte). O preceito fundamental de liberdade de expressão não consagra o “direito à incitação ao racismo”, por exemplo. Isto ocorre porque um direito individual não pode constituir-se em salvaguarda de condutas ilícitas, como sucede com os “delitos contra a honra”, “crimes de apologia ao crime de consumo de drogas”, ou mesmo quando tratamos de condutas vinculadas a uma passeata que proponha a independência do Estado do Rio Grande do Sul em relação ao Brasil. Tudo é Crime!
Não fosse assim, o Supremo Tribunal Federal, em 2003, quando julgou o Habeas Corpus n. 82.424-2, não teria proibido a circulação  do Livro de Autoria do Escritor Sigfried Elwanger, porque  entendeu que sua obra constituía apologia ao Crime de Anti-semitismo. Neste caso o STF não vacilou, sequer utilizou do argumento de que livros e publicações escritas podem representar direito de Liberdade de Expressão do Autor. Contudo, passados somente 8 anos, inexplicavelmente, o STF, apoiado por  muitos políticos estão dando legitimidade a realização de Passeatas de Incentivo ou Defesa  do Consumo da Droga Entorpecente Maconha, embora seu consumo  seja definido em lei como um “crime”, Iigualmente ocorre no caso da lei que considera crime a “apologia ao nazismo”.
E agora? – Esta contradição visceral no mínimo instiga uma pergunta: A partir desta nova posição  do Supremo, uma passeata – ou um livro a favor do nazismo, também será considerada direito de expressão ou será vista como um vacilo comum do arrobo adolescente de nossos representantes?
Caso seja um problema de adolescência, é importante lembrar aos participantes de passeadas em defesa do consumo da maconha, ou mesmo da prática das idéias do nazismo, que existem milhares de pessoas que são portadores da doença conhecida como “bi-polaridade”. Em que pese os sintomas desta doença serem  facilmente tratados com remédios anti-depressivos, ou muitas vezes sequer se manifestarem nos portadores desta patologia, as pessoas que sofrerem deste mal,  sejam elas nossos filhos, parentes ou moradores de rua, se consumirem drogas como maconha, p. ex, agravam o quadro sobremaneira, provocando, inclusive  Bi-polaridade Tipo 1, cujas conseqüências levam à loucura, alucinação, suicídio ou dependência permanente da droga ilícita. Igual também  pode ocorrer com pessoas que  não sejam bi-polares, mas  possuam outras doenças de comportamento, pois todas são portadoras de fragilidade orgânica ou predisposição química, que as torna vítimas fatais do consumo da maconha, entre outras drogas.
Assim, se o Supremo efetivamente mudou sua posição, e se forem consideradas legais as  passeatas favoráveis ao Consumo de Droga ou Nazismo, igual ao cigarro, devemos exigir que os manifestantes portem faixas advertindo que ”a Praática de Nazismo  pode levar ao genocídio” e o “consumo da maconha pode enlouquecer seu filho, destruir sua família ou gerar marginais na rua que amanhã podem lhe agredir!”.

***

O governo de Goiás afirma que 50% das crianças mantidas nos abrigos públicos foram abandonadas pelas mães, que perdem o instinto materno quando se viciam. O crack vicia 90% dos usuários. E por mais que isso irrite Antonio Nery, MacRae e outros defensores da legalização de todas as drogas, os internos nos centros de recuperação afirmam livremente que começaram pela maconha.

Se você é a favor da legalização por comodidade, por falta de informação, ou para estar bem com a galera, pense na gravidade disso.

Se você é a favor da legalização por ser usuário, reflita sobre as consequências disso nas pessoas que não estão no Facebook e não têm a mesma condição socio-cultural que você e seus amigos. São elas que, na maioria das vezes, vão matar para terem drogas. Pense também sobre as consequências disso na economia e na previdência social.

Se você for dizer que a maioria começa pelo álcool, lembre que estamos falando de drogas ilícitas. Se for sua intenção torná-lo proibida, comece sua campanha, mas por favor não mude de assunto. A discussão é séria e não permite argumentos descuidados. Ao tratar disso não se preocupe somente em ganhar, convencer ou desviar do assunto.

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Polícia Militar faz apreensão recorde de oxi na Bahia

Foram apreendidas 250 pedras da droga na ilha de Vera Cruz na quarta-feira

Policiais militares da Bahia fizeram, na quarta-feira (25), a maior apreensão de oxi já registrada no Estado. A droga foi encontrada na ilha de Vera Cruz.

Segundo a polícia, cerca de 250 pedras de oxi foram apreendidas com dois homens durante abordagem policial. Houve troca de tiros e os dois suspeitos morreram a caminho do hospital.

Além da droga, a polícia apreendeu com a dupla 160 trouxinhas de maconha, 15g de crack, uma pequena quantidade de cocaína, dois revólveres, uma balança digital de precisão, uma câmera fotográfica e um celular.

Nova droga

Assim como o crack, o oxi é produto do tratamento da pasta de cocaína. Porém, para obter o oxi, os traficantes misturam a pasta com querosene, cal virgem, gasolina e líquidos oxidantes (daí o nome da droga), substâncias mais baratas que o bicarbonato e o amoníaco usados na composição química do crack. Justamente por isso, o preço da pedra de oxi é cerca de 30% mais baixo que a de crack. Em São Paulo e no Rio de Janeiro, é possível comprar cinco pedras de oxi gastando entre R$ 2 e R$ 5.
A rapidez com que se instala a dependência é uma das ações devastadoras do oxi, segundo o médico Elisaldo Carlini, do Cebrid (Centro Brasileiro de Informação sobre Drogas). A forma de consumo é por meio do fumo, o que torna a absorção da droga extremamente rápida. Do pulmão, o oxi vai direto para a corrente sanguínea. A diferença com o crack está no tempo de absorção. Enquanto o crack demora em média 15 segundo para fazer efeito sobre o usuário, o oxi leva 10 segundos. O oxi também vai além da paranoia, e provoca amarelidão na pela, problemas de fígado, dores estomacais, de cabeça, náuseas, vômitos e diarreia constante. De acordo com Carlini, uma pessoa viciada em oxi pode morrer em apenas um ano.
Fonte: R7
Veja um vídeo sobre apreensão de óxi em Santa Catarina: